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Publicado em 08-03-2026

Probióticos: o que são e como podem ajudar a saúde

Probióticos: o que são e como podem ajudar a saúde
Os probióticos têm recebido cada vez mais atenção pela sua possível influência na saúde, sobretudo ao nível do sistema digestivo, imunidade e metabolismo. Mas afinal, o que são e para que servem?

O que são probióticos?
A palavra probiótico significa literalmente “a favor da vida”. Refere-se a microrganismos vivos (principalmente bactérias e algumas leveduras) que, quando consumidos em quantidades adequadas, podem trazer benefícios para a saúde.Estes microrganismos podem ser encontrados em alguns alimentos fermentados, como:
  • iogurte
  • kefir
  • chucrute
Também existem sob a forma de suplementos alimentares.
No entanto, é importante saber que nem todos os alimentos fermentados contêm probióticos com benefícios comprovados. Em alguns produtos — como certos queijos, kimchi, kombucha, miso ou pickles — os microrganismos podem não estar presentes em quantidade suficiente ou não ter efeitos comprovados na saúde.

Termos que costumam gerar confusão
Existem outros conceitos relacionados com os probióticos:

Prebióticos
São substâncias que o nosso organismo não digere, mas que servem de “alimento” para as bactérias benéficas do intestino.

Simbióticos
Produtos que combinam probióticos e prebióticos.

Pós-bióticos
Preparações feitas a partir de microrganismos inativados ou dos compostos que produzem, que também podem ter efeitos benéficos.
As bactérias probióticas mais comuns pertencem a géneros como Lactobacillus, Bifidobacterium e Streptococcus, e existe também uma levedura probiótica chamada Saccharomyces boulardii. 

Como atuam os probióticos?
Grande parte dos efeitos dos probióticos ocorre no intestino, onde vivem milhares de milhões de microrganismos que formam a chamada microbiota intestinal.
Os probióticos podem ajudar a:
  • equilibrar a microbiota intestinal
  • dificultar o crescimento de microrganismos prejudiciais
  • melhorar o trânsito intestinal
  • produzir substâncias benéficas para o intestino
  • fortalecer a barreira intestinal
Alguns probióticos também podem influenciar o sistema imunitário, ajudar na produção de certas vitaminas e interagir com o sistema nervoso.
É importante referir que nem todos os probióticos têm os mesmos efeitos — os benefícios dependem muito da estirpe específica utilizada. 

Possíveis benefícios dos probióticos
Saúde digestiva
Diarreia
A evidência científica mais consistente sobre probióticos está relacionada com a diarreia, especialmente:
  • diarreia causada por infeções
  • diarreia associada ao uso de antibióticos
Por esse motivo, alguns profissionais de saúde recomendam tomar probióticos durante tratamentos com antibióticos. Nesse caso, recomenda-se um intervalo de cerca de duas horas entre o antibiótico e o probiótico.

Síndrome do intestino irritável
Alguns estudos sugerem que os probióticos podem ajudar a aliviar sintomas como:
  • dor abdominal
  • inchaço
  • alterações do trânsito intestinal
Ainda assim, são necessários mais estudos para identificar quais as estirpes mais eficazes e em que situações. 

Saúde da pele
Dermatite atópica (eczema)
Alguns estudos indicam que os probióticos podem:
  • reduzir o risco de desenvolver eczema
  • diminuir a gravidade dos sintomas
No entanto, o benefício observado até agora é moderado. 

Saúde metabólica e cardiovascular
Investigadores têm também estudado o possível papel dos probióticos em fatores relacionados com metabolismo e doenças cardiovasculares.

Controlo do peso
A microbiota intestinal influencia a forma como o corpo processa e absorve energia dos alimentos, o que sugere que os probióticos podem ter impacto no peso corporal.
Alguns estudos mostram resultados promissores, mas outros não encontram efeitos significativos.

Colesterol
Certas combinações de probióticos parecem ajudar a reduzir o colesterol total e o LDL (“mau colesterol”).
No entanto, a evidência científica ainda não é suficiente para recomendações clínicas generalizadas. 

O eixo intestino–cérebro
Existe cada vez mais interesse científico na ligação entre o intestino e o cérebro, conhecida como eixo intestino–cérebro.
A microbiota intestinal pode influenciar o sistema nervoso através de diferentes mecanismos, incluindo:
  • produção de neurotransmissores
  • regulação de inflamação
  • comunicação com o sistema imunitário
Alguns estudos sugerem que os probióticos podem ajudar a melhorar sintomas gastrointestinais associados a doenças neurológicas, como a Doença de Parkinson, embora esta área ainda esteja em investigação. 

Conclusão
Os probióticos têm um potencial importante na promoção da saúde, especialmente no equilíbrio da microbiota intestinal e no apoio ao sistema digestivo.
No entanto, os seus efeitos dependem de vários fatores, como:
  • a estirpe utilizada
  • a dose
  • a duração do consumo
Para muitas condições de saúde, a evidência científica ainda é limitada. Por isso, são necessários mais estudos para compreender melhor quando e como os probióticos devem ser utilizados. 

(Em parceria com: instagram.com/thetwindocs/ & ritanutri.com/ )


Bibliografia:
International Scientific Association for Probiotics and Prebiotics. (2014). The ISAPP consensus statement on the definition and scope of probiotics. Nature Reviews Gastroenterology & Hepatology, 11(8), 506–514. https://doi.org/10.1038/nrgastro.2014.66

National Institutes of Health, Office of Dietary Supplements. (2023). Probiotics – Fact sheet for health professionals. https://ods.od.nih.gov

Memorial Sloan Kettering Cancer Center. (2024). Probiotics. https://www.mskcc.org

Hempel, S., Newberry, S. J., Maher, A. R., Wang, Z., Miles, J. N. V., Shanman, R., Johnsen, B., & Shekelle, P. G. (2012). Probiotics for the prevention and treatment of antibiotic-associated diarrhea: A systematic review and meta-analysis. JAMA, 307(18), 1959–1969. https://doi.org/10.1001/jama.2012.3507

Tan, A. H., Chong, C. W., Lim, S. Y., Yap, I. K. S., Teh, C. S. J., Loke, M. F., Song, S. L., Tan, J. Y., Ang, B. H., Tan, Y. Q., & Lang, A. E. (2021). Gut microbiome and Parkinson’s disease: Implications for pathogenesis and treatment. Parkinsonism & Related Disorders, 82, 24–33. https://doi.org/10.1016/j.parkreldis.2020.11.019